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Quanto custa o caminhão parado esperando motorista

A despesa mais cara da operação é a que não aparece em nenhum relatório.

Alexandre Santin
Alexandre Santin
CEO. Acompanha a operação de perto, do contrato ao pagamento.
·4 min

Todo gestor de transportadora sabe quanto custa um motorista. Poucos sabem quanto custa o caminhão parado esperando por ele — e essa é a despesa mais cara da operação, justamente porque não aparece em relatório nenhum.

Enquanto o veículo está no pátio aguardando alguém para assumir, os custos fixos continuam correndo. Parcela, seguro, depreciação, licenciamento. E o faturamento que aquele caminhão geraria naquele dia simplesmente não acontece.

Por que essa perda não aparece na planilha

Ninguém emite nota fiscal de caminhão parado. A perda se dilui em pedaços que parecem desconexos: a oportunidade que foi recusada porque não havia veículo disponível, o cliente que procurou outro fornecedor, o prazo que precisou ser renegociado, a margem que fechou o mês menor sem explicação clara.

Ele precisa entender o quanto esse caminhão custa para ele hoje, lá na porta da empresa, sem o motorista em cima.

Alexandre Santin · CEO, Mais Mottoristas

Somados ao longo de um ano, esses pedaços formam um número relevante. Mas como cada um deles aparece isolado e em momentos diferentes, raramente alguém junta a conta.

Como calcular o que você está perdendo

A conta não exige saber o custo operacional detalhado de cada veículo — esse número varia demais entre operações. Exige apenas o faturamento, que todo gestor sabe de cabeça.

A conta em três passos
  • Pegue o faturamento mensal médio de um caminhão da sua frota
  • Divida por 30 — esse é o faturamento diário daquele veículo
  • Multiplique pelos dias que ele fica parado até um motorista assumir

O resultado é o que a contratação já custou antes de a primeira diária ou o primeiro salário ser pago. Some os custos diretos do processo tradicional — exames admissionais, integração, documentação — e o valor real fica mais alto ainda.

Onde o tempo se perde no processo tradicional

Contratar um motorista pelo caminho convencional não é uma etapa. São várias, e elas acontecem em sequência, cada uma consumindo um dia ou mais.

Triagem e primeiro contato

Reunir candidatos, ler o que cada um informou e conseguir falar com eles por telefone. Depende da disponibilidade de quem procura e de quem atende.

Verificação de histórico

Ligar para empresas anteriores, confirmar período trabalhado e entender como a relação terminou. Nem toda empresa retorna, e nem toda informação vem completa.

Consulta de documentação e antecedentes

Conferir habilitação, categoria, validade e situação jurídica. Feito manualmente, é a etapa que mais consome tempo administrativo.

Entrevista

Depende da agenda do candidato e do deslocamento até a empresa. Motorista que está rodando em outra operação raramente consegue no mesmo dia.

Exames e integração

Exame admissional, prazo de liberação do laudo, integração e ativação para assumir o veículo. Aqui o cronograma depende de terceiros.

Nenhuma dessas etapas é dispensável. O ponto é que, somadas, mantêm o caminhão parado por 7 dias — enquanto o faturamento diário daquele veículo continua não acontecendo.

O que muda com o contrato pela plataforma

Na Mais Mottoristas, o contrato é publicado com a especificação da operação e os motoristas que já passaram por análise de perfil recebem a notificação. As candidaturas chegam e a transportadora escolhe com documentação e histórico à vista.

O tempo entre a decisão de contratar e o motorista assumindo o veículo passa a ser 24 horas. A diferença entre esse número e o do processo tradicional é faturamento que volta a ser gerado.

Há ainda o outro lado da conta. No contrato PJ, a transportadora paga pelo período efetivamente contratado. Não há férias, décimo terceiro, encargos sobre folha nem custo de desligamento — despesas que existem no modelo CLT independentemente de quantos dias o caminhão rodou.

O que fazer com esse número

Faça a conta com o faturamento real de um caminhão da sua frota e compare com o que você pagaria por um contrato pela plataforma no mesmo período. O resultado costuma surpreender quem nunca colocou a ociosidade na equação.

Depois, olhe para quantos veículos já ficaram parados por falta de motorista neste ano. É esse número multiplicado que mostra o tamanho real do problema.

Os valores variam conforme tipo de operação, rota, carga e região. Use os números da sua operação para chegar ao cálculo que vale para você.

Alexandre Santin
Alexandre Santin

CEO da Mais Mottoristas. Acompanha a operacao de perto, do contrato ao pagamento.

A plataforma monta a prova enquanto a operação acontece.

Contrato, validação, checklist fotográfico, débitos e pagamentos — tudo com autor, data e hora. Vamos ver se faz sentido para a sua operação.

Atendimento em horário comercial · Faxinal dos Guedes, SC